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Artigos › 02/01/2017

A transparência

Passaram-se as festas natalinas e também a mudança de ano. Agora o menino de Nazaré começa a ser conhecido pelo povo. São tempos novos e revigorados com a esperança de um ano de vitórias. Jesus mesmo vai se manifestando, revelando a identidade e missão da presença de Deus no mundo. A esse fato chamamos de “Epifania”, ou manifestação, quando Deus sai da obscuridade.

A luz da eternidade brilhou nas trevas do erro e tirou das incertezas o mundo das maldades e incoerências humanas. Mas ela existe para quem quer enxergar e agir com transparência. Não basta brilhar a estrela se os olhos não estão dispostos a segui-la. Jesus nasceu como a estrela que brilha para todas as pessoas de boa vontade e sensíveis às coisas autênticas e corretas.

Para o rei Herodes, Jesus nasce em Belém como um intruso. Não O reconhece, e sua atitude foi de extermínio, mandando matar todas as crianças de colo de então, com o intuito de eliminar o Rei que havia nascido. A ânsia pelo poder não é de hoje. Ela perpassa pelo mundo da política e percorre a via da falta de transparência. O critério do poder não tem sido o serviço ao povo.

A transparência nas ações das pessoas significa que a humanidade é chamada a participar dos projetos da vida divina. Nos Evangelhos encontramos as orientações para essa prática, contra todo tipo de agressão e violência. O maior poder é o amor, que significa a presença de Deus, capaz de superar todo tipo de egoísmo e de destruir as armas destruidoras dos poderosos.

A manifestação de Deus exige de nós opção e defesa da vida. Lamentavelmente isso não tem acontecido em nosso Brasil. A corrupção está corroendo todas as áreas que asseguram a dignidade das pessoas. Não há transparência e responsabilidade na maioria dos setores da administração pública, revelando líderes em diversos cargos totalmente desonestos no trato com a coisa pública.

Na nossa cultura brasileira, que se diz cristã, a luz de Cristo é ofuscada e desvalorizada por causa do endeusamento do dinheiro. Criamos barreiras que impedem a claridade e o brilho da luz, facilitando práticas sem transparência. Isso ocasiona sofrimento e morte para muitas pessoas incapazes de responder aos apelos do consumismo e totalmente indefesas.

Por Dom Paulo Mendes Peixoto, Arcebispo de Uberaba (MG)

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