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Notícias › 05/06/2017

“Documentos não podem ficar nas gavetas, devem alimentar vivência dos leigos”

Em Brasília (DF) para participar da primeira reunião da Comissão, composta por 5  bispos e 5 leigos, presidida por dom Severino Clasen, bispo de Caçador (SC) e especialmente escolhida para a missão de pensar um conjunto de ações e estratégias para animar a vivência do Ano do Laicato no Brasil, a ser celebrado em 2018, dom Pedro José Conti, bispo de Macapá (AP), falou sobre o papel dos leigos e o documento nº 105 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cujo título é Cristãos Leigos e Leigas na Igreja e na Sociedade. Segundo o bispo: “as comunidades precisam da presença corajosa dos leigos”. Leia a íntegra da entrevista.

Como está a preparação para o ano do Laicato em 2018?

Estamos aqui reunidos com a Comissão, organizada pela CNBB; não é a Comissão do Laicato; é uma comissão mais ampliada para poder ter a participação de todos os componentes da Igreja. Tem outras pessoas de outras comissões e de outros movimentos da Igreja.

O papel desta comissão, reunida aqui, é fazer um projeto bem organizado, mas possível sobre “A hora do laicato!”. Queremos já lançar tudo em novembro deste ano. Portanto, queremos estar prontos, fazer um lançamento com subsídios, o cartaz e um lema bonito para animar toda a Igreja.

Sabemos que o laicato é a maioria da Igreja, mas precisamos também do envolvimento dos bispos, padres e religiosas. Os leigos e famílias estão comprometidos nas atividades da sociedade e na Igreja também. Lembrando que nossas comunidades também precisam da presença corajosa dos leigos. Pensamos a presença dos leigos no mundo do trabalho e da comunicação; tudo aquilo que entendemos também seja a vocação específica do laicato.

Desde o ano passado, a Igreja no Brasil vem recebendo o documento nº 105. Neste sentido, o Ano do Laicato pode dar um novo impulso e dinamismo ao documento?

Acredito que sim. Os documentos nós sabemos, às vezes são muito bem feitos, mas não podem ficar nas gavetas ou limitados a alguns grupos que gostam de estudar e refletir. Devem ser popularizados, transformados em cartilhas e se tornar algo que vai alimentando a vivência dos leigos. Em todos os ambientes, com profundidade e motivações.

Lembro que o objetivo era falar do leigo como sujeito, não simplesmente alguém que só colabora; mas alguém que se sente enviado e tem clareza da sua missão e, portanto, se torna responsável por suas atividades, do que fala, construtor do Reino de Deus. Isso que esperamos do laicato e como resultado do documento nº 105 que já está produzindo seus frutos e produzirá mais ainda.

 Regional Leste 2 traduz documento n º 105 em círculos bíblicos

O Regional Leste 2 da CNBB vem desenvolvendo um bonito processo de articulação de dois documentos da CNBB. O documento nº 100, que fala das Comunidades de Comunidades com o documento nº 105 que fala do papel dos leigos na Igreja e na Sociedade. Segundo a leiga do Regional Leste 2, Sônia Gomes, membro do Conselho Nacional do Laicato, o regional já possui uma experiência de organização de círculos bíblicos.

“Com essa dinâmica, conseguimos levar o documento para além dos conselhos e lideranças, atingindo as bases”, disse. Nas plenárias regionais, segundo conta Sônia, as comunidades têm trazido muito a reflexão sobre o leigo como sujeito, olhando a realidade da sociedade. “Pra nós tem sido uma experiência bonita de preparação para o Ano do Laicato a partir dos círculos bíblicos”, concluiu.

Por CNBB

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