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Notícias › 21/09/2016

Especialista explica sintomas da doença de Alzheimer

Perda de memória, dificuldade em encontrar palavras, sinais de depressão, agressividade e diminuição do interesse por atividades e passatempos. Estes são os primeiros sintomas apresentados pelas pessoas que adquirem a Doença de Alzheimer. Nesta quarta-feira, 21, o mundo recorda os milhares de idosos que sofrem com esta enfermidade progressiva que, até o momento, não tem cura.

De acordo com a Associação Brasileira de Alzheimer, o número de pessoas com a doença no Brasil atinge a marca de 1,2 milhão, podendo dobrar essa quantidade até 2030. Desse total, apenas metade trata a doença e, a cada novo ano, surgem mais 100 mil novos casos. O principal fator de risco para o desenvolvimento do Alzheimer é a idade: após os 65 anos, a chance de desenvolvê-la sobe a cada cinco anos.

Na catequese desta quarta-feira, 21, o Papa Francisco recordou a data e deixou um apelo em prol desses doentes. “Convido todos os presentes a ‘lembrarem-se’, com a solicitude de Maria e com a ternura de Jesus Misericordioso, dos que padecem deste mal e de seus familiares para que sintam a nossa proximidade. Rezemos também pelas pessoas que assistem os doentes, que sabem colher suas necessidade, inclusive as mais imperceptíveis, porque vistos com olhos repletos de amor.”

Esquecimento e o Alzheimer

Reconhecer e identificar a doença é um ato difícil e que envolve não só o idoso, mas também todos à sua volta. Segundo a geriatra Marta Maria de Morais, ter apenas esquecimentos não quer dizer que a pessoa esteja com Alzheimer e que, neste caso, o mais indicado é ir ao médico.

“O ideal é que pacientes com este tipo de queixa sejam avaliados por um médico, para identificar as possíveis causas do esquecimento. Nesta avaliação estão inclusos exames de sangue, de imagem (tomografia computadorizada ou ressonância magnética do crânio), testes cognitivos e de avaliação funcional”, observa.

A médica explica que existem três níveis da doença: fase leve, fase moderada e a fase grave, e que é muito comum confundir os sintomas com o processo de envelhecimento normal, fazendo adiar a busca por orientação profissional e, com isso, diagnosticar tardiamente a doença.

“Na fase moderada, são comuns dificuldades mais evidentes com atividades do dia a dia, com esquecimento de fatos mais importantes, nomes de pessoas próximas, incapacidade de viver sozinho, necessidade de ajuda com a higiene pessoal e autocuidados, maior dificuldade para falar e se expressar com clareza (…) Na fase grave a pessoa sente dificuldade de entender o que se passa à sua volta, há tendência de prejuízo motor, que interfere na capacidade de locomoção, sendo necessário auxílio para caminhar. Posteriormente, o paciente pode necessitar de cadeira de rodas ou ficar acamado.”

Diagnóstico de Alzheimer

Ao relatar a história de sua sogra, Eliana Maria Sampaio, que neste ano foi diagnosticada com a doença do Alzheimer, o cinegrafista Ederaldo Paulini confirma as palavras da Dra. Marta Maria. Ele afirma que a mudança de comportamento e o esquecimento contínuo de sua sogra fez com que buscassem ajuda profissional.

“Minha esposa sempre comentava que sua mãe estava muito esquecida e que isso foi acontecendo com mais intensidade e maior frequência. Daí em março deste ano, as filhas a levaram em um neurologista que fez uma série de exames onde foi constatado que ela estava com a doença de Alzheimer”, afirma.

Uma das mudanças perceptíveis na dona Eliana foi o humor. Ederaldo afirma que hoje em dia é difícil vê-la sorrir e que, se contrariada, fica enfurecida. “Ela fica nervosa por qualquer coisa. Se fugimos daquilo que é da vontade dela ou da sua rotina é certo que ela vai se irritar. Traz muitas lembranças do passado com poucos momentos de lucidez. Duvida que algumas atitudes que temos seja para o bem dela”.

Com essa mudança de comportamento, dona Eliana precisa de cuidados especiais e total dedicação, pois a ausência de companhia pode acarretar em consequências irreversíveis. “No nosso caso, o principal cuidado hoje é sempre ter alguém por perto para certificar de que não haja ocorrências do tipo deixar um fogão aceso, o registro do gás ligado e certificar que está tomando os remédios certos e na hora certa”, diz Ederaldo.

Adaptação à nova condição de vida

Entender a doença e sua evolução é fundamental. Dra. Maria Marta afirma que o tratamento da doença de Alzheimer pode ser dividido em farmacológico e não farmacológico e que lidar com perdas, garantir boas condições de saúde, reorganizar a vida cotidiana e redistribuir tarefas são atitudes importantes para que haja uma boa adaptação à nova condição de vida do diagnosticado.

“Cuidar de uma pessoa com doença de Alzheimer é um desafio para qualquer família. As mudanças são significativas e precisam ser compreendidas e incorporadas na rotina familiar. É necessário acompanhamento médico regular e com outros profissionais de saúde (psicólogos, nutricionistas, fisioterapeutas, terapeuta ocupacional), no intuito de garantir uma assistência integral à saúde do paciente”, conclui.

Por Canção Nova

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