Horários de Missas

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Homilia Dominical › 22/02/2017

Oitavo Domingo do Tempo Comum – A

Pe. Valeriano dos Santos Costa – Capela da PUC-SP – 26 de fevereiro de 2017
Is 49,14-15; Sl 61 (62); 1Cor 4,1-5; Mt 6, 24-34

Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e tudo mais vos será dado de acréscimo

 

A entrega do discípulo ao Senhor implica em uma busca exclusiva do Reino de Deus, que é o Reino de Amor, em que a justiça é elemento constitutivo essencial. Isto é fundamental para a fé, porque designa um estado de vida pessoal e social de militância e de desapego que toda militância exige.

Quando pautamos nossa vida por uma busca exclusiva, não há como nos dedicar a outras buscas, mesmo que elas tenham sua importância devida. Se buscar o Reino de Deus é a busca exclusiva do cristão, então todas as suas necessidades básicas como alimentação, moradia, educação, saúde, felicidade etc. ficam por conta de quem pediu a dedicação ao Reino com exclusividade. Ficam como garantias de Deus. Porém não se vai ao Reino para ter essas coisas, mas se têm essas coisas porque se vai ao Reino.

Trata-se, portanto, de um nível de fé madura, em que o cristão não caia no mundo mágico, mas tenha a confiança que sabe esperar, mesmo quando a realidade parece negar. Jesus foi o militante por excelência do Reino de Deus. Sua missão de pregar, curar e expulsar os demônios fez dele um homem de trabalho incansável. Certa vez seus familiares tentaram interditá-lo pelo excesso de trabalho (cf. Lc 19,21), mas ele não os recebeu porque não podia parar. Quando precisou pagar um imposto ao Templo, pediu a Pedro que retirasse a moeda da goela do primeiro peixe que encontrasse no lago (Mt 17,27).

A certeza de que Deus provê as necessidades do cristão que se entrega à luta pelo Reino chamou-se de devoção à Divina Providência. Exemplos desta natureza povoam as biografias dos santos e de pessoas que viveram na via da santidade. Dom Luciano Mendes de Almeida, que tive a honra de conhecer, partilhava tudo que podia com quem necessitasse. Era costume vê-lo retirar-se por um momento para pedir a São José que lhe ajudasse a pagar uma conta. Logo depois o dinheiro aparecia de alguma maneira.

Num mundo descrente de Deus e obsecado pelo consumo, o dinheiro é o maior ídolo, ídolo que mata e destrói a felicidade. É preciso voltar a Deus, por meio de Jesus, e entregar-se à luta pelo seu Reino. Aí a fé na Providência será imbatível. Que a Quaresma, que se aproxima, ilumine os nossos corações e abra caminhos para o amor.

Em relação ao mundo, é preciso enxergar a miséria dos outros; em relação à Igreja, é preciso perceber a urgência da missão e a necessidade do Dízimo como sustento da missão. São caminhos que Deus aponta para que o cristianismo volte a ser uma proposta atraente também como realização do ser humano em plenitude.

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