Horários de Missas

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Homilia Dominical › 19/02/2018

PRIMEIRO DOMINGO DA QUARESMA – B

Pe. Valeriano dos Santos Costa – Capela da PUC-SP – 18 de fevereiro de 2018

Gn 9,8-15; Sl 24252); 1Pd 3,18-22; Mc 1,12-15

 

Vivia entre os animais selvagens e os anjos O serviam!

 

Jesus, no deserto, vive a paródia da humanidade depois do pecado. O número quarenta e seus múltiplos denotam o tempo da solidão, tentação e sofrimento. Dessa forma Jesus refaz misticamente os 40 anos em que o povo de Deus vagou pelo deserto em busca da terra prometida. Porém o povo pecava, pois não resistia às tentações. Essa dura realidade é a chave do pecado. O demônio e seus sequazes são os servidores do deserto. Seu serviço é pura tentação, porque estão imersos no mal. Por isso a humanidade se perde e sucumbe ao deserto.

Porém a postura de Jesus é pedagógica para nos orientar a passar pelo deserto sem sucumbir. No Evangelho aparecem dois elementos importantes na ralação de Jesus com o deserto: a) vivia entre os animais selvagens; b) e os anjos o serviam. Os dois elementos mostram a plena integração de Jesus com o céu (anjos) e com a natureza (animais selvagens).

Os animais selvagens são metáfora da natureza. Significa que Jesus era um homem natural, e a natureza pautava a sua vida. A natureza é, portanto, um caminho seguro para a realidade da vida, enquanto as tentações têm, de alguma forma, um cunho antinatural. Os outros evangelistas citam o conteúdo das tentações de Jesus no deserto. As tentações foram formalizadas nas três grandes tentações que o ser humano tem de enfrentar: o ter, o poder e o prazer. Possuir sem medida, mandar sem limite e usufruir de todo tipo de prazer certamente faz o homem enveredar por caminhos antinaturais.

O segundo dado importante é que Jesus foi servido pelos anjos e não por satanás. Significa que não se permitiu sair da realidade do amor, embora fosse tentado pelo demônio. Como foi com Jesus, quem nos deve servir são os mensageiros de Deus: os Anjos. Eles foram colocados ao nosso dispor desde muito cedo, ou seja, logo que nascemos, enquanto Anjos da Guarda. O serviço dos anjos é sempre a oferta da graça de Deus. Nunca da tentação. Por isso a realidade do amor que Jesus implantou na terra nos dá todas as possibilidades de uma vida boa, de uma vida nova. Se aceitarmos ser servidos somente pelos anjos e nunca pelo Tentador, nossa vida será de qualidade. Aí sim surgem nossas reais possibilidades.

Possibilidade é uma condição da verdade. Como diz Zubiri,” a verdade racional como cumprimento é uma realização de possibilidades”. Por isso as tentações nunca geram possibilidades, mas somente destruição de possibilidades. Quando Jesus deixa-se levar pelo Espírito ao deserto, nos quer mostrar as possibilidades reais que a vida no Amor nos oferece. E maior de todas é a capacitação de nos livrar-nos do Inimigo, não aceitando a tentação. Essa é uma grande experiência para retomarmos na Quaresma. Vamos refundar nossa vida no Amor. Voltemos a Cristo, voltemos à vida

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