Horários de Missas

Segunda-feira à Sexta-feira: 7h30, 12h10 e 18h

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Homilia Dominical › 26/01/2017

Quarto Domingo do Tempo Comum – A

Pe. Valeriano dos Santos Costa – Capela da PUC-SP – 29 de janeiro de 2017
Sf 2,3; 3,12-13; Sl 145, 1Cor 1,26-3; Mt 5,1-12a

Felizes os que seguem o caminho do Amor

Na montanha com Jesus o povo estava lá, mas somente os discípulos se aproximaram quando Jesus sentou-se para ensinar, apontando o caminho da felicidade, isto é, das bem-aventuranças. Então as bem-aventuranças são um ensino discipular reservado àqueles que colocam em seu campo de realidade a Palavra de Deus. As multidões tinham seus motivos para estarem ali, mas não eram motivos suficientes para compenetrar suas vidas com o Senhor. Em outras palavras, Jesus começou a ensinar aos discípulos como viver a realidade do amor, que redunda em felicidade.

São felizes os pobres em espírito, ou quem tem espírito de pobre, porque isto é a condição da humildade, sem a qual não se atinge nunca o estado da filiação adotiva. São felizes os aflitos porque se incomodam com a força do mal e não compactuam com os que causam tanto sofrimento ao próximo.

Mas embora se incomodando com o mal, não compactuam com a violência e mantêm o estado de mansidão, que nunca os deixará perder a serenidade, sem a qual não conseguirão saciar a fome de justiça e manter o equilíbrio da misericórdia.

Manter um coração puro é condição de se ver a Deus e atingir aquele espírito filial que nos torna promotores da paz, porque o espírito filial é o estado dos que se sentem profunda e pessoalmente amados por Deus Pai, tanto quanto o Filho divino.

Se, por causa disto brotarem perseguições, injúrias e calúnias, paradoxalmente se chega ao auge da felicidade, porque se ultrapassou o umbral do Reino de Deus. É algo parecido com a perfeita alegria para Francisco de Assis, que dizia que se um frade maltratasse outro e este não guardasse nenhum resquício de rancor, mas, ao contrário,

conseguisse abraçar o agressor como se nada houvesse acontecido, então este teria alcançado a perfeita alegria. É algo parecido com o “nada te perturbe” de Teresa de Ávila. Então as bem-aventuranças são mais do que um programa de virtudes; são o estado mesmo em que deve viver o cristão, agindo segundo a misericórdia do amor. Como disse, não são o caminho para os que ficam na periferia da fé, ou para os que recorrem a Cristo apenas nas horas em que não conseguem reger a própria vida. As bem-aventuranças são um caminho para os discípulos e missionários. Porém elas são o único caminho da felicidade, que todo homem é impelido a buscar pela sua própria realidade. Portanto as bem-aventuranças são uma grande contribuição para fazer o homem feliz, partindo da solidariedade do amor.

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