Horários de Missas

Segunda-feira à Sexta-feira: 7h30, 12h10 e 18h

Sábados: 9h30, 12h e 16h  

Domingos: 9h30, 11h, 12h30, 18h30

 

Homilia Dominical › 29/01/2018

QUARTO DOMINGO DO TEMPO COMUM – B

Pe. Valeriano dos Santos Costa – Capela da PUC-SP – 28 de janeiro de 2018

J n 3, 1-5.10; Sl 24(25); 1Co 7,29-31; Mc 1,14-20

 

UM ENSINAMENTO NOVO DADO COM AUTORIDADE!

 

O que marca o tom das leituras deste final de semana é a autoridade com que Jesus ensina, o que é totalmente diferente dos fariseus.  A diferença é que Jesus chegou até a realidade profunda, enquanto os fariseus não passaram da superficialidade. E é justamente a realidade profunda ou a profundidade da realidade que dá condições de ensinar, em outras palavras, de explicar. Inteligir racionalmente a realidade profunda é inteligi-la em explicação. Reciprocamente explicar é inteligir a realidade profunda como realização de um sistema de possibilidades.

Jesus coloca diante de seus ouvintes um sistema de possibilidade que não deixa ninguém sem caminho nem resposta. Então a palavras de Jesus, por ter cunho explicativo, vinham da intelecção profunda da realidade divina e da realidade humana e, sobretudo, como estas duas realidades se entrecruzam no caminho da salvação. Jesus abria caminhos; os fariseus fechavam. A pecadora pública encontrou caminho. O rico Zaqueu encontrou caminho. O doente, o endemoniado ou possuído pelo mal encontraram caminho. Para os fariseus, a pecadora pública seria apedrejada, Zaqueu seria cortejado e nunca impelido a repartir, o doente e o endemoniado seriam julgados como amaldiçoados por Deus. Portanto os fariseus só fechavam caminhos, porque eles não passavam da intelecção superficial da realidade, enquanto Jesus passou grande fase da sua vida aprofundando a realidade da vida e da sua missão. Por isso tinha explicação para os problemas que a própria realidade coloca diante de nós e, sobretudo, mostrava caminhos..

Jesus corresponde exatamente ao profeta prometido por Deus no Deuteronômio. Esse profeta tinha em sua boca as palavras divinas, para comunicar tudo o que Deus tem a nos falar. Por isso, no salmo, Deus suplica ao povo que não endureça o coração, mas escute a voz de Jesus, pois ele é o nosso Deus e nosso pastor. Portanto a vocação cristã é deixar-se possuir pela realidade do amor. Se o amor nos afeta, muda o tônus, isto é, aciona o sistema nervoso e muscular e se impõe. O amor nos possui. Assim, quando falamos de Jesus, o fazemos sentindo sua presença que acalma e aquece. Por isso a liturgia pede que toda vez que pronunciamos o nome de Jesus na Missa, devemos fazer uma leve inclinação que represente nossa adoração. Do mesmo modo, quando pronunciamos o nome de Maria, devemos também fazer o mesmo, não para adorar, mas para reverenciá-la. Da mesma forma o nome de Maria nos comunica a paz e a força de Deus. Por isso foi-se desenvolvendo na Igreja a devoção ao nome de Jesus e ao nome de Maria. Este nome sempre trouxe algo bom, quando se espalha na família. Maria é a figura que não explica não tanto por palavras, mas por gestos. Ela também foi à profundidade a realidade, em sua infinita busca de compreender o mistério de Jesus. Por isso, no contexto do nascimento do Verbo de Deus, a Escritura diz que Maria guardava e meditava em tudo o que diziam sobre Jesus. Aqui se pode apoiar a tese de que Maria é teóloga e contemplativa do Mistério.

 

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