Horários de Missas

Segunda-feira à Sexta-feira: 7h30, 12h10 e 18h

Sábados: 9h30, 12h e 16h  

Domingos: 9h30, 11h, 12h30, 18h30

 

Homilia Dominical › 02/02/2017

Quinto Domingo do Tempo Comum – A

Pe. Valeriano dos Santos Costa – Capela da PUC-SP – 05 de fevereiro de 2017
Is 58, 7-10; Sl 11 (112); 1Cor 2,1-5; Mt 5,13-16

Vós sois o sabor da vida e a luz do mundo

Dando sequência às bem-aventuranças, Jesus se dirige aos discípulos afirmando que eles são o “sal da terra” e a “luz do mundo”; duas metáforas de longo alcance para expressar o sentido da vida e a missão da Igreja.

Sal da terra é uma expressão que precisa ser ajustada, porque o sal é vilão para a saúde. Então o que Jesus quer dizer é que os discípulos são pessoas que dão “sabor à vida”.

O paladar é um sentido profundamente experiencial e ligado ao prazer e gosto. Então os cristãos, por vocação, são pessoas que revelam o verdadeiro prazer da vida e o gosto de servir. É um prazer elaborado pelas vivências mais profundas que chegam à razão mesma, como intelecção da realidade. Isso supõe que os cristãos são pessoas de bem e de fácil relação humana. Carregam a alegria, que no nível da fé é chamada de alegria pascal.

Portanto o gosto da vida e o sabor da existência afloram como testemunho de quem se encontrou com Jesus Cristo e sente-se profundamente amado pelo Pai eterno.

Ser luz do mundo beira a realidade divina, porque Deus é Luz, por excelência. Nós como astros iluminados pelo Sol, repassamos a luz que recebemos de Deus.

Apoiados pelas leituras que precedem o Evangelho, podemos afirmar que as obras de misericórdia são inegável testemunho do amor cristão, numa vida pautada pelo direito e pela justiça. Porém, para além da moral e ética, é preciso considerar a condição humana enquanto tal como fruto do encontro com Deus. As bem-aventuranças são, além de um compromisso social, um compromisso com a transformação da vida pessoal, de tal forma que cada cristão seja uma pessoa feliz. Como pode dar sabor ao mundo uma pessoa infeliz? Como pode um cego guiar outro cego? Então cada um de nós precisa encontrar o sabor da própria vida e o brilho dos olhos que atraem e se transformam em farol para os outros.

Precisamos crer e experimentar o amor pessoal que recebemos de Deus Pai, por meio do Filho no Espírito Santo. Crer é a experiência mais profunda que se faz pelos sentidos unidos à inteligência. Crer é sentir e compreender ao mesmo tempo. Portanto sentir o amor de Deus é compreender o grande mistério que esse amor realiza em nós.

Cada um de nós precisa mergulhar na oração para poder dar sabor ao mundo e ser luz em tempos difíceis. A missa é um momento ímpar desse mergulho. Além das missas dominicais e semanais, temos o “terço dos homens”, às terças-feiras às 19h00; terço comunitário às quartas-feiras às 17h. Também nas primeiras sextas-feiras, há a adoração eucarística às 17h. Não deve ser esquecido o compromisso com o Dízimo. Mas tudo é para ajudar a sermos pessoas mais felizes e comprometidas com o Reino de Deus, o que se reflete na luta pelo bem e pela causa dos mais pobres. Aí entram as obras de misericórdia e as pastorais. E tudo converge para a grande Missão que a Igreja deve realizar em nossos dias, a fim de atrair seus filhos batizados de volta para casa e para o testemunho cristão.

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