Horários de Missas

Segunda-feira à Sexta-feira: 7h30, 12h10 e 18h

Sábados: 9h30, 12h e 16h  

Domingos: 9h30, 11h, 12h30, 18h30

 

Homilia Dominical › 16/03/2018

QUINTO DOMINGO QUARESMA – B

Pe. Valeriano dos Santos Costa – Capela da PUC-SP – 18 de março de 2018
Jr 31,31-34; Sl 50(51); Hb 5,7-9; Jo 12,20-33

 

Quando for elevado da terra atrairei todos a mim!

Os gregos queriam ver Jesus. Na verdade, eles representam o anseio que toda pessoa humana tem. Portanto Felipe e André foram os portadores desse apelo, quando disseram a Jesus: os gregos querem vê-lo. Porém, ao ouvir tal apelo, Jesus responde a toda a humanidade, indicando o caminho e o modo de ver Jesus.

Considerando que por trás do apelo de Felipe e André poderia estar um misto de curiosidade, Jesus lhes responde que a morte do Messias era o caminho sine qua non, o Filho de Deus se tornaria visível a todos os homens e mulheres da terra. E, ao mesmo tempo, indicou que este seria também o caminho do discípulo: a entrega da vida a serviço do amor.

A metáfora do grão de trigo que apodrece na terra para gerar uma nova planta é adequada para mostrar que a preservação da vida em si e por si mesma pode significar a negação do amor. Já dizia Xavier Zubiri que na trama da realidade todas as coisas estão estruturalmente em função umas das outras. Então uma vida que se fecha em si mesma rompe com a funcionalidade ou respectividade segundo a qual tudo foi feito para permanecer em contínua abertura na estrutura mesma da realidade. Uma vida que se fecha para viver mais, se lança no paradoxo da morte, ao passo que uma vida que entrega em função da vida, aí sim ganha vida, porque adquire sentido e verdade.

Para poder estar como Deus na plenitude da onipresença, onipotência e onisciência, Jesus tinha de passar pela morte como um grão de trigo jogado na terra. E pelo seu mistério pascal, uma vez elevado na Cruz, atrairia todos a si. Em outras palavras, possibilitaria o livre acesso de todos a Deus. Portanto a atração da Cruz é o caminho que leva toda a humanidade a Jesus. Esse caminho o percorremos misticamente na Quaresma. Não perder nenhum momento celebrativo é importante para nos entregarmos à atração da Cruz. É garantia de chegarmos à ressurreição como experiência fundante.

Refundar a vida a partir da atração da Cruz é renovar a aliança de Deus concluída com seu povo por meio de Jesus. É permitir que Aliança de Deus seja inscrita para sempre em nossos corações. E preciso fazer como Jesus, que, embora fosse Filho, aprendeu pelo sofrimento a obediência ao Pai. Por isso Jesus se tornou causa de salvação eterna para todos os que lhe obedecem.

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