Horários de Missas

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Homilia Dominical › 07/03/2018

SEGUNDO DOMINGO DA QUARESMA – B

Pe. Valeriano dos Santos Costa – Capela da PUC-SP – 18 de fevereiro de 2018
Gn 22,1-2.9-13.15-18; Sl 115(116); Rm 8,31-34; Mc 9,2-10

O amor é o que nos transfigura!

No Segundo Domingo da Quaresma encontramos Jesus Tabor, como se fossemos um dos três discípulos que o acompanharam na subida da glória. O que os discípulos viram foi o Amor transfigurado em sua autêntica figura. O rosto do Senhor e suas roupas brilhantes mostraram pelo lado de fora o que Jesus é por dentro: o habitáculo da gloria.

E de onde está a origem dessa glória? Está justamente no amor que o Filho recebe do Pai eternamente. Onde se baseia essa afirmação? Nas próprias palavras do Pai, ditas em duas ocasiões distintas: No Tabor e no Jordão. “Este é meu Filho Amado”. No Jordão o Pai completa com as palavras: nele ponho todo o meu amor. No Tabor ordena a todos que o escutem. Então no Tabor o Pai apresenta o Amado como sua própria Palavra. Daqui nasce todo o seguimento da obediência ao Amor.

Então a grande lição para nós é que o amor também nos transfigura. Porém estamos falando do amor que Jesus nos deu, aquele amor que vem do Pai por meio do Filho. Por isso é que Jesus disse aos seus discípulos que se amassem mutuamente como o mesmo amor com que Ele nos amou, isto é, o amor do Pai. Quando nos sentirmos amados pelo Pai assim como Jesus, nós também subimos ao Tabor e podemos mostrar a alegria que vem de dentro e que transforma a nossa realidade por inteiro. A tentação de Pedro de fazer três tendas e não volta mais para a realidade da história, ou seja, a vida do dia a dia, com todos seus percalços, dúvidas e sofrimentos, não deve nos tentar também, porque é no sofrimento que o amor mostra sua beleza e sua capacidade de curar e transformar.

Tempo da Quaresma é tempo de voltar ao Amor. É tempo de deixar que o Amor nos domine com seus laços que restringem como um abraço. Já dizia o cantor que não há lugar melhor no mundo do que dentro de um abraço. Mas para que isto aconteça é preciso voltar ao Deus e beber nas fontes do seu amor, pois é este amor que nos possibilitará amar o próximo. Voltar a Deus é refundar nossa vida no amor. Conforme Zubiri a fundação é um processo em que o fundante é fundamentante quando dá o caráter de sua realidade ao fundado e quando, ao dar-lho, a realidade fundada se realiza específica e propriamente na e pela realidade do Fundante. Quando aceitarmos que Deus é uma realidade e que nós somos fundados nele, e que a nossa realidade humana não nem um pedaço da realidade divina, mas que Deus nos dá sua realidade para sanear a nossa, saberemos aproveitar essa dádiva divina de Deus à humanidade: poder fazer parte sua própria realidade. Portanto deixe que o ame. É só o que ele pede de nós. Essa é a grande aliança feita no sangue de Jesus.

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