Horários de Missas

Segunda-feira à Sexta-feira: 7h30, 12h10 e 18h

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Homilia Dominical › 17/01/2017

Segundo Domingo do Tempo Comum – A

Pe. Valeriano dos Santos Costa – Capela da PUC-SP – 15 de janeiro de 2017
Is 49, 3.5-6;  Sl 39(40); 1Co 1,1-3; Jo 1,29-34

 Conhecer Jesus é aceitá-lo como Filho de Deus

No Evangelho deste Domingo contemplamos a Teofania do Jordão. Teofania significa Revelação de Deus. Pois bem, Deus se revelou como Trindade no batismo de Jesus. O Pai foi quem disse a João: “Aquele sobre quem vires o Espírito descer e permanecer, este é quem batiza com o Espírito Santo” (Jo 1,33); o Filho é Jesus, que foi batizado por João; e o Espírito desceu visivelmente e permaneceu sobre o Filho.

Naquele momento João conheceu Jesus. Podemos nos perguntar: se ambos eram primos, João não conhecia Jesus? Não no sentido teológico. Segundo Zubiri, conhecimento é a intelecção de algo em sua realidade profunda (Zubiri, Inteligência e razão, p. 127). Conhecer Jesus como pessoa humana não é conhecimento profundo. Somente quem professa que Jesus é o Filho de Deus o conhece profundamente. Nessa linha, na mentalidade hebraica, uma mulher só conhecia um homem quando houvesse relação íntima. Por isso é que Maria respondeu a Gabriel: “Como é que vai acontecer isso (a maternidade), se eu não conheço homem algum?” (Lc 1,34).

Então daqui se infere que quem não professa com toda a fé que Jesus é o Filho de Deus, não conhece Jesus. Também se encontra aí a resposta para pergunta que sempre incomodou a Teologia: por que Jesus se deixou batizar por João? O próprio João responde: porque o Pai lhe havia revelado que um dia o Espírito Santo desceria sobre um batizando; aquele é o Messias. E João deveria testemunhar isso a Israel.

E o que compete a nós? Compete-nos conhecer Jesus em sua realidade mais profunda: como Filho de Deus. Ele trouxe a revelação do o amor que Deus, o Pai, tem para com todos os filhos adotivos pela graça. Temos de seguir o “sim” de Maria e confessar que Jesus é o Filho de Deus e nosso Salvador e entregar a ele todo o nosso ser. Isso  constitui nossa salvação, porque, desde já conhecemos nosso Pai eterno, que nos ama com o mesmo amor com que ama o Filho eterno. Esse amor nos cura de todas as nossas enfermidades psico-afetivas e nos dá energias espirituais e clareza mental para seguir amando. Tudo o que assistimos atônitos neste ano, em termos de violência nos presídios e nas ruas, tem um começo remoto: os sentimentos de rejeição que as pessoas carregam e que se transformam em vingança.  Cabe a nós suplicar a Deus, o Pai, que remova os rancores que podem nos fazer apoiar o senso comum,  que legitima as mortes quando as vítimas são classificadas de bandidos. Paulo diz: “Deus demonstra o seu amor por nós, pelo fato de Cristo ter morrido por nós quando éramos ainda pecadores” (Rm 5,8). Cabe-nos fazer a diferença. Será que a atitude de Dayse, da cidade de Indaiatuba, que perdoou  o assassino do seu filho Rafael, morto num assalto,  e dá assistência à família do assassino, não é um bom exemplo que todo cristão deveria seguir?  Chega de cristãos apoiando a violência! É hora de mudarmos o mundo por meio do amor. Segundo Francisco, o Papa, a violência já começa nas fofocas, de que, segundo ele, o Vaticano está cheio. Vivamos com o coração leve e não tenhamos medo de amar até os que fazem o mal, porque seus corações estão cheios de ódio. Sejamos cristãos de fato; façamos a diferença. Só o amor poderá salvar o mundo!

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