Horários de Missas

Segunda-feira à Sexta-feira: 7h30, 12h10 e 18h

Sábados: 9h30, 12h e 16h  

Domingos: 9h30, 11h, 12h30, 18h30

 

Homilia Dominical › 16/02/2017

Sétimo Domingo do Tempo Comum – A

Pe. Valeriano dos Santos Costa – Capela da PUC-SP – 19 de fevereiro de 2017
Lv 1-2.17- 18; Sl 102 (103); 1Cor 3,16-23; Mt 5, 38-48

Sede perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito 

Os ensinamentos de Jesus apontam para uma perfeição própria do amor de Deus, que desmonta a violência e instaura a paz. Daí que a lei de Talião não vigore mais para o cristão, pois é baseada numa vingança comedida, mas sempre vingança: “olho por olho, dente por dente”. Já o “oferecer a outra face” representa a tentativa de diálogo até as últimas consequências. Certa vez São Breno pedia ajuda para alimentar as crianças de sua creche, quando recebeu de alguém uma escarrada e, ainda de forma zombeteira a exclamação: isto é para você. O santo calmamente limpou o rosto e se voltou para o agressor dizendo: Isto é para mim, que o mereço; agora me dê ajuda para alimentar as crianças da minha creche. O agressor se comoveu e tornou-se um dos maiores colaboradores.

Já o “dá a quem te pedir e não vires as costas a quem te pede emprestado” é preciso ser contextualizado, para não se fomentar quadrilhas que atuam, por exemplo, nos semáforos em exploração de crianças, nos telefones pedindo ajuda a entidades desconhecidas, nas portas de igrejas ou casas paroquiais em busca de dinheiro ou cestas básicas, que são convertidas na primeira esquina em dinheiro ou drogas. Jesus nunca apoiou quadrilhas e sempre foi muito crítico a qualquer comportamento desta natureza.

Nesse caso é preciso estar atento. Penso que é dentro de casa e nos ambientes mais conhecidos que o “dá quem te pedir e não vires as costas a quem te pede emprestado” é muito atual. Há irmãos e amigos solidários e irmãos e amigos insensíveis.

O “amai aos vossos inimigos e rezai por aqueles que vos perseguem” é a fina flor da moral cristã e o diferencial dos seguidores de Cristo. Só o amor até as últimas consequências pode mostrar a bondade de Deus e salvar as pessoas. Não significa aceitar o mal e se render à maldade, mas, pelo contrário, rejeitar o pecado e não o pecador. Conheci uma religiosa que morreu durante um assalto e enquanto era levada ainda com vida ao Pronto-Socorro rezava pelo bandido, pedindo pela sua conversão. O motorista que a transportou e que vivenciou seus últimos suspiros sentiu que ela tinha um infinito amor e revelava uma paz indizível. Seu semblante parecia dormir lentamente sorrindo. Esta atitude só pode brotar de quem chegou à razão da fé. Daí nasce a autoridade de falar de Deus.

É esta perfeição que buscamos em Deus Pai. Não se trata, portanto, de virtudes humanas, mas de pura graça que o amor de Deus, recebido como dom, realiza em nós. Se há alguma perfeição nos discípulos de Cristo é o que a filiação adotiva nos concede por graça. É por isso que, como diz Paulo, nunca devemos nos vangloriar de nossos feitos, porque todos eles são graça e dom divino.

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