Horários de Missas

Segunda-feira à Sexta-feira: 7h30, 12h10 e 18h

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Homilia Dominical › 08/02/2017

Sexto Domingo do Tempo Comum – A

Pe. Valeriano dos Santos Costa – Capela da PUC-SP – 12 de fevereiro de 2017
Eclesiástico 15,16-21; Sl 118(119); 1Cor 2,6-10; Mt 5,17-37

Jesus é a suprema realização da Lei

Jesus era uma Realidade que parecia estar em confronto com a Lei, mas pelo contrário, Jesus veio realizar a Lei. A função da Lei era conduzir para Deus e para o próximo, isto é, para a vida. Os fariseus e escribas fizeram da Lei um meio para se afastarem de Deus e do próximo.

E ao realizar a Lei, Jesus veio realizar o ser humano, imagem e semelhança de Deus. A justiça dos fariseus era uma justiça cega, porque se reduzia à aplicação da Lei e não vislumbrava o amor, plenitude da lei. Então era uma justiça parcial e até equivocada.

No caso da gravidez de Maria, se fosse aplicada a lei farisaica, ela seria apedrejada. Para Jesus não basta não causar a morte física, mas também não matar com ímpetos de cólera, com pechas de patife e tolo, porque as pessoas se sentem profundamente rejeitadas e carregam feridas na alma que sangram sem parar. Não basta não matar, mas não ter vontade de matar. Só consegue chegar ao estado de unidade entre o que a gente faz e o que a gente sente quando o amor invade o coração. Aí sim as intenções do coração estarão de acordo com o que a gente faz.

A Lei só pode ser aplicada em cima de fatos, e não nas intenções do coração. Quando o que a gente faz é contrario ao que agente sente, isso é doentio. Pessoas que nunca mataram, mas o desejaram a vida toda; nunca adulteraram, mas o desejaram a vida toda, têm um coração homicida e adúltero. Jesus não veio julgar, mas curar os nossos corações por meio do amor de Deus.

Por isso Jesus veio fazer com que tudo o que a gente faz e sente seja real. Não matar e não adulterar são atitudes que brotam do coração e não apenas de uma obrigação legal. Coisas que a gente faz com a convicção do amor.

Assim seremos capazes de fazer aquelas rupturas necessárias, como cortar uma parte cancerosa do corpo, a fim de preservar o resto.

Por fim, quem chega à unidade do amor e supera a lei não precisa jurar por nada, pois sua palavra é seu próprio juramento. Significa que, além de ser, na primeira impressão, atrativo e belo, também nas afirmações é consistente, porque toma distância necessária para poder afirmar. Com certeza sua vida é uma marcha em busca da razão das coisas, chegando à intelecção mais profunda da realidade.

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