Horários de Missas

Segunda-feira à Sexta-feira: 7h30, 12h10 e 18h

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Homilia Dominical › 08/11/2017

SOLENIDADE DE TODO OS SANTOS – A

Pe. Valeriano dos Santos Costa – Capela da PUC-SP – 5 de novembro de 2017
Ap 7,2-4.9- 14; Sl 23 (24); 1Jo 3,1-3; Mt 5,1-12
ALEGRAI-VOS E EXULTAI. Será grande a vossa recompensa no Céu!

Na celebração de todos os Santos, a Igreja comemora sua vocação à santidade e sua missão, como representante dos 144 mil eleitos que lavaram as vestes no sangue de Cristo, sua missão universal de salvação. Esta missão comporta o grande presente de amor de Deus, que sermos chamados de filhos de Deus e o sermos realmente. Ser realmente filho de Deus é o mistério a que Jesus veio neste mundo, tornando-nos pelo batismo filhos adotivos pela graça. Ser filho de Deus deve fazer-nos sentir como tal, ou seja, tão amados pelo Pai quanto Jesus, o Filho eterno. Quando um ser humano chega a este ponto, está salvo, pois todas as suas atitudes refletem o amor infinito de um Pai que ama os filhos – agora os sete bilhões de humanos – como ama o Filho único. O amor passa então a ser o princípio de nossa razão. Significa que o amor age como princípio, sendo aquela realidade que funda nossa realidade.

Por isso o amor nos dá o caráter de sua realidade e nos realizamos no ser divino do amor. Os santos foram aqueles que, fundados no amor, nessa fundação encontraram a verdadeira felicidade. A primeira delas é fruto de um coração de pobre, despojado e feliz. Um coração assim pertence e se deixa pertencer ao Reino do Amor, que é o Reino de Deus. É a primeira bem-aventurança porque daí decorre toda felicidade. Coração de pobre ressalta despojamento, entrega humilde, acolhimento, ternura e coragem para a luta, ou seja, todas as outras bem-aventuranças, como a capacidade de se afligir pelo sofrimento do outro, alcançando o consolo de Deus. A mansidão também só pode brotar num coração de pobre, já que ser manso é consequência de um estado de saber-se amado por Deus Pai como Jesus o é eternamente. Possuir a terra não é para qualquer pessoa, mas sim para os amados que se sentem como tal.

Não pela ganância ou violência que se possui a terra e se ultrapassam os limites do universo. Já a fome e sede de justiça é um sentimento que possui os corações dominados pelo amor. É preciso, pois um coração puro para se ver a Deus, porque Deus é amor. Por isso os filhos de Deus serão autênticos promotores da Paz. E se no final o mal se voltar contra os filhos do Amor, o sofrimento não será desonra, mas recompensa por uma vida cuja realidade é fundada no amor.

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