Horários de Missas

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Homilia Dominical › 07/03/2018

TERCEIRO DOMINGO DA QUARESMA – B

Pe. Valeriano dos Santos Costa – Capela da PUC-SP – 04 de março de 2018

Ex 20,1-17; Sl 18(19); 1Cor 1,22-25; Jo 2, 13-25

 

Destruí este templo, e em três dias o levantarei!

Quando Jesus entrou no Templo de Jerusalém chicoteando os vendedores e derrubando a mesa dos cambistas, estava realizando um sinal que deixou as autoridades perplexas. Aparentemente Jesus tinha violado o lugar mais sagrado, o Santuário de Deus. Mas os próprios judeus tinham feito do Templo um lugar de comércio. Porém não é ainda a questão que Jesus queria abordar: queria mostrar que Ele mesmo era o Templo de Deus, identificando seu corpo com o Santuário.

O corpo não é apenas um complexo de órgãos; é também o lugar dos sentimentos e da expressão de toda a beleza que a realidade humana tem. Quando se destrói o corpo se fere também toda a beleza humana e toda possibilidade de comunicação. Então o corpo de Jesus ia ser alvo da maior violência da época. Seria espancado, judiado em todos os seus sentimentos e dignidade e, depois, pregado numa cruz. Estava planejado para o Filho de Deus a violência mais brutal que seus inimigos almejavam fazer com ódio e perversão.

Mas o corpo de Jesus era o Santuário de Deus. Santuário é um lugar tomado pela santidade, isto é, separado dos lugares comuns, porque aí se adora a Deus. Os inimigos de Jesus tinham por três dias o poder de destruir o copo de Jesus, deixando um vácuo na terra. Naqueles três dias os discípulos ficaram desorientados. Dois deles resolveram abandoar o grupo e partir em direção de Emaús. Mas era por um tempo limitado; apenas três dias. Dias de aparente absurdo e solidão. O que não sabiam os inimigos era que o corpo de Jesus era um Templo. Um Corpo-Templo pode ser derrubado, mas ser também ser levantado. Então este foi o sinal que Jesus anunciou quando lhe perguntaram com que autoridade tinha entrado no Templo daquele jeito. Em primeiro lugar lhes anunciou que seu corpo era um templo de Deus e, em segundo lugar, os preveniu que o poder que eles teriam por três dias seria aniquilado, pois seu Corpo-Templo seria levantado para sempre.

Tudo aconteceu como Jesus previu. Mas algo grandioso aconteceu juntamente com a ressurreição do seu corpo, que se tornou um corpo indestrutível: o seu corpo também seria o lugar de encontro para todos os que acreditassem no milagre da cruz. Desde o terceiro dia, quando os discípulos constataram que Jesus estava vivo, e isso vem sendo divulgado até hoje, todos os que se uniram pela fé em Jesus, experimentam a força do seu corpo e expandem as possibilidades de vida como nenhuma outra força na terra pode fazer. A união dos seguidores, os quais constituem e a Igreja, também se tornou indestrutível, e a própria Igreja, tão abalada pelos inimigos de Jesus e pelos pecados dos próprios cristãos, também nunca será derrubada. Dois milênios o comprovam. Então, além de o corpo de Jesus se tornar indestrutível, também a Igreja é indestrutível. Os que se associam ao Corpo de Jesus não apenas encontram a Deus, mas se encontram a si mesmo, encontram o próximo e toda a Criação como expressão do amor de Deus. Por isso encontram a felicidade.

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