Horários de Missas

Segunda-feira à Sexta-feira: 7h30, 12h10 e 18h

Sábados: 9h30, 12h e 16h  

Domingos: 9h30, 11h, 12h30, 18h30

 

Homilia Dominical › 20/01/2017

Terceiro Domingo do Tempo Comum – A

Pe. Valeriano dos Santos Costa – Capela da PUC-SP – 22 de janeiro de 2017
Is 8, 23b-9,3; Sl 26; 1Co 1,10-13.17; Mt 4,12-23

O povo que andava nas trevas viu uma grande Luz

Segundo Mateus, a prisão de João Batista acelera a organização da missão de Jesus, que, ao saber da prisão de João, volta para a Galileia, abandona a casa dos pais e muda-se para Cafarnaum, à beira do Mar da Galileia, para aí constituir discípulos e educá-los na pregação do Reino. Tudo acontece dentro de um panorama perfeito de enquadramento messiânico no projeto profético de Isaias: “O povo que andava nas trevas viu uma grande luz” (Is 9,1). Justamente esse povo é o que morava na região de Cafarnaum, no além Jordão e que vivia humilhado até então. Foi naquela região que Jesus chamou seus primeiros discípulos, e eles imediatamente o seguiram.

O povo do além Jordão somos todos nós hoje, que também vivemos um momento histórico de espessas trevas. Porém já temos a Luz, que brilhou há dois mil anos, clareando os horizontes da humanidade. Se temos a luz, só precisamos abrir os olhos para fazer a experiência de Deus.

Xavier Zubiri afirma que há quatro modos fundamentais de fazer experiência: experimentação, compenetração, comprovação e conformidade (Inteligência e Razão, p. 206). Interessa-nos a segunda: a compenetração. O método da compenetração leva o experienciador a instalar-se no experenciado.

No caso leva o homem a instalar-se em Deus para contemplar a visão do real desde sua própria intimidade. E isso só é possível porque Deus já se instalou em nós por meio da encarnação, fazendo parte da nossa natureza. Assim podemos ver tudo com o olhar de Deus, que é um olhar iluminado e clareador. Desta forma é que podemos dizer que o povo que hoje anda nas trevas realiza seu encontro com a luz que brilhou no além Jordão.

Nossa vida inteira deve ser vivida em profunda compenetração com Deus. Só assim chegamos ao estado de intimidade com o Pai e podemos sentir de forma intelectiva o mesmo amor que o Filho recebe do Pai eternamente. Sendo uma ação mediada pelo Filho, com certeza também nós experimentamos a ação de Jesus curando-nos de todo o tipo de enfermidade, como fazia com o povo do além Jordão. Instalamo-nos em Deus pelo Batismo e mantemos-nos na Eucaristia.

Então compete a nós também responder ao chamado de Jesus para segui-lo e atuar na pesca missionária da fé. Para isso toda nossa comunidade está sendo convocada para fazer deste ano o Ano do Dízimo e das Missões.

O dízimo fortalece a comunidade para as missões, e as missões fortalecem a Igreja para Cristo. É preciso que os batizados voltem ao rebanho eucarístico, e a Eucaristia se torne o sacramento mais participado da Igreja. Contamos com você.

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