Horários de Missas

Segunda-feira à Sexta-feira: 7h30, 12h10 e 18h

Sábados: 9h30, 12h e 16h  

Domingos: 9h30, 11h, 12h30, 18h30

 

Homilia Dominical › 22/01/2018

TERCEIRO DOMINGO DO TEMPO COMUM – B

Pe. Valeriano dos Santos Costa – Capela da PUC-SP – 21 de janeiro de 2018
J n 3, 1-5.10; Sl 24(25); 1Co 7,29-31; Mc 1,14-20

DIRIGI NOSSA VIDA SEGUNDO O VOSSO AMOR!

Hoje vou aprofundar a teologia da liturgia deste final de semana a partir da petição da oração do dia: dirigi a nossa vida segundo o vosso amor. Esta prece é feita diretamente ao Pai, a quem oramos por meio de Jesus. Mas quero antes lembrar que o tema central das leituras é o Advento do Reino: O tempo já se completou e o reino de Deus está próximo (Mc 1,15). Diante da emergência do Reino, Jesus chama discípulos para acompanhá-lo na missão, como Jonas fora chamado a pregar em Nínive a conversão.
Qual é a boa-nova do Reino de Deus? Exatamente a notícia de que o perdão está dado e que os convertidos, ou seja, aqueles que deixam a realidade do pecado para viver a realidade do amor são instalados aí, e suas vidas são dirigidas por Deus, ou seja, pelo amor. A realidade do pecado só tem um dirigente: o diabo.
Então suplicar ao Pai – dirigi a nossa vida segundo o vosso amor – significa deixar a vida no comando da realidade do amor. Toda realidade nos afeta, muda o tônus, que é o grau de excitabilidade do nosso sistema nervoso, e se impõe sobre nós. Se o pecado nos deixa possuídos pela força do mal, muito mais o Amor nos deixa possuídos pelo bem, tendo seu grau máximo na possessão do Espírito Santo. Isto se chama vida espiritual. Só podemos saber quem nos domina – o pecado ou o Amor – pelo rumo da nossa vontade. Quando somos impelidos para a fornicação, adultério, impureza, idolatria, feitiçaria, inimizades lascívia, iras, invejas, bebedeiras, comilanças, e coisas desta espécie, estamos na realidade da carne. Quando somos impelidos para a bondade, mansidão, temperança, paz, justiça, estamos na realidade do amor (Gl 5,19-22).
A mudança da realidade do pecado para o amor se faz pela graça, que opera estruturalmente pelo Batismo e se conserva pela Eucaristia. Daí a necessidade de nunca se perder uma missa dominical e confessar-se com alguma regularidade. Só assim o Pai pode dirigir nossa vida no amor.
Quando estamos no amor, não somos nem um pouquinho estranhos, mas sim alegres e joviais, porque, como diz Paulo aos Coríntios, os que têm mulher vivam como se não tivessem, os que choram, como se não chorassem, os que estão alegres, como se não estivessem alegres, os que fazem compras, como se não possuíssem coisa alguma, e os que usam o mundo, como se dele não estivem gozando (1Cor 29-31). Isso significa que as coisas do mundo não são a razão da nossa vida, mas as coisas de Deus. Desta forma não nos apegamos, mas tudo o que fazemos torna-se um serviço ao bem.

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