Horários de Missas

Segunda-feira à Sexta-feira: 7h30, 12h10 e 18h

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Homilia Dominical › 20/10/2017

VIGÉSIMO NONO DOMINGO DO TEMPO COMUM – A

Pe. Valeriano dos Santos Costa – Capela da PUC-SP – 22 de outubro de 2017
Is 45,1.4-6; Sl 95 (96); 1Ts 1,1-5; Mt 22, 15-21
Dai a Cesar o que é de Cesar e a Deus o que é de Deus

Os fariseus montaram uma armadinha para apanhar Jesus numa palavra que supostamente só podia ser sim ou não, em se tratando da questão objetiva do pagamento de impostos aos romanos. Se Jesus dissesse sim, estaria complicado com o povo, que o acusariam de colaboracionista com os romanos; se disse não, estaria complicado com os romanos, que o poderiam condená-lo por incitar rebelião.

Percebendo a malícia, Jesus desmontou a armadilha a partir da CARA de Cesar impressa na moeda e da própria política tributária. Os tributos representam retribuição dos cidadãos pelos benefícios prestados pelo poder público. Então Jesus disse em duas partes. A primeira é: Dai a Cesar o que é de Cesar. Questionou assim a natureza da pergunta, porque não se tratava de uma questão de fé e de amor, mas de uma questão fiscal que os judeus é que tinham de avaliar e responder. Em outras palavras, disse: o que eu tenho a ver com isso? Decidam vocês.

Porém não deixou de exercer sua missão, apresentando o lado positivo da questão quando disse: dai a Deus o que é de Deus. E o que devemos dar a Deus senão a devolução do amor que ele nos dá? Desde a Criação primeira até a Redenção como Criação segunda em Jesus Cristo, Deus nos dá amor. Aliás, como disse o Papa Bento XVI, só Deus pode cobrar amor, porque ele nos deu o amor primeiro.

Existem muitas maneiras de retribuir o amor de Deus, seja por meio da oração, dos gestos de bondade para com o próximo, como também das ofertas e dos dízimos para o sustento da Igreja. Essas coisas só encontram sentido quando são gestos de amor diretamente para com Deus, mesmo que sejam para o sustento da Igreja ou dos pobres. Cristo e São Paulo tinham um grupo de pessoas que os acompanhavam em missão e ofereciam, conforme suas possibilidades, os seus bens para o sustento apostólico. Assim a Igreja tem meios para continuar a obra de Jesus em sua tríplice finalidade: a) convencer a todos do amor de Deus até as últimas consequências; b) abrir os corações para sentirem o amor de Deus e mergulhar na doçura do Espírito; c) provocar gestos que simbolizem o humilde reconhecimento deste infinito amor. Outro exemplo desses são as coletas da Igreja Católica no dia Mundial das Missões em prol da missão no mundo inteiro.

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