Horários de Missas

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Homilia Dominical › 22/09/2017

Vigésimo Quinto Domingo do Tempo Comum – A

VIGÉSIMO QUINTO DOMINGO DO TEMPO COMUM – A
Pe. Valeriano dos Santos Costa – Capela da PUC-SP – 24 de setembro de 2017
Is 55, 6-9 – 29,8; Sl 144 (145); Fl 1,20-24,27; Mt 20, 1-16

Os últimos serão os primeiros, e os primeiros serão os últimos

A afirmação categórica de que os últimos serão os primeiros, e os primeiros serão os últimos parece um refrão no ensinamento de Jesus. Mostra que o pensar de Deus, neste sentido é tão distante do pensar humano como um abismo. Deus é amor, e o amor não vive da contabilidade, mas da graça. Por isso o tempo não é categoria nem critério do pensamento divino.

Então os trabalhadores desocupados que foram sendo empregados em horas diferentes no mesmo dia, começando pela manhã até as cinco da tarde, receberam a mesma paga. Os da primeira hora ficaram decepcionados. Mas não havia razão porque lhes foi pago o contratado. Ficaram incomodados por ver os outros receberem quantia igual. Diz o Evangelho que foi inveja, seja da bondade do patrão seja da oportunidade que os outros tiveram, pois todos precisavam de uma moeda de prata para se alimentar no dia seguinte.

Então estamos diante de duas realidades opostas: O Reino de Deus e o reino do homem. Isso implica em dois modos completamente distintos de pensar. Para Zubiri, pensar é marchar em busca da razão, ou seja, da compreensão mais profunda da realidade.

O Reino de Deus é pautado pelo amor; o Reino do homem pelo egoísmo. Neste sentido, a hora em que os últimos trabalharam significou para Deus um dia de trabalho tanto quanto os outros, porque o que vale não é a quantidade, mas a qualidade. Tudo o que vem do amor segue este critério e tem grande efeito na vida pessoal e social. Aqui podemos fazer uma ligação com Mt 18,3, onde Jesus exige que seus discípulos retomem os valores das crianças, os quais seguem a mesma lógica do amor e do bem viver.

Os discípulos de Jesus têm a missão de pacificar o mundo, mas antes de tudo pacificar seus próprios corações. Quando a Igreja perde espaço ou começa e encolher é sinal de que os cristãos estão se conformando com o mundo e fazendo do Reino de Deus um projeto de contabilidade. Neste sentido o tempo vira critério de privilégio. Por exemplo, quando chega uma pessoa nova na comunidade, é comum deixá-la no banco de reserva, porque os antigos têm precedência. Esse é o pensamento do reino do homem. Se quisermos seguir o pensamento de Cristo, deveríamos sair convidando gente nova e festejar sua adesão, dando-lhes oportunidade.

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