Horários de Missas

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Homilia Dominical › 03/10/2017

VIGÉSIMO SEXTO DOMINGO DO TEMPO COMUM – A

VIGÉSIMO SEXTO DOMINGO DO TEMPO COMUM – A
Pe. Valeriano dos Santos Costa – Capela da PUC-SP – 1º de outubro de 2017
Ez 18,25-28; Sl 24 (255); Fl 2,1-11; Mt 21, 28-32

O filho respondeu: não quero, mas depois mudou de opinião e foi.

Jesus não está usando a figura do patrão, mas do próprio pai, que é o senhor da vinha, símbolo do Reino de Deus. O Pai se dirige aos próprios filhos e lhes ordena trabalhar na vinha, ou seja, mergulhar na tarefa do Amor. O primeiro filho diz que não vai, mas se arrepende e vai. O segundo diz que vai, mas acaba não indo.

O primeiro filho, neste caso, representa os pecadores e rejeitados: publicanos e prostitutas. Normalmente são avessos às coisas de Deus, mas incrivelmente são mais abertos ao Reino de Deus. Por causa disso precedem os sumos sacerdotes e os anciãos do povo, que são considerados o segundo filho: dizem sim, mas não fazem.

Por que o primeiro filho mudou de opinião? Porque em algum momento conseguiu ter o mesmo sentimento de Jesus Cristo, que se fez obediente até a morte de Cruz. E o fez porque sempre se sentiu amado pelo Pai. Esse é o sentimento que precisamos copiar de Jesus, já que fomos feitos filhos adotivos pela graça.

Já os sumos sacerdotes e anciãos do povo lidavam com a liturgia e com o ensino, porém tinham no coração o pecado de Adão: queriam ser melhores do que Deus (pecado original). Não se sentiam filhos, que é o sentimento de Jesus. Na liturgia viviam dizendo sim, mas com suas atitudes diziam não.
No caminho da santidade é comum que Deus nos faça fazer coisas que antes detestávamos. Tudo o que decidi que não queria fazer em meu ministério, como passar longos períodos estudando, ser diretor de Faculdade, etc. Deus me fez fazer, e foi o que determinou meu caminho e me deu condições de ser luz para alguém.

Paulo de Tarso decidiu eliminar os cristãos, pois os tinha como inimigos de Deus, e acabou sendo o maior defensor dos seguidores de Cristo, sendo ele mesmo martirizado pela causa. É comum dizermos não a Deus, mas acabarmos fazendo exatamente o que Ele quer. Portanto é melhor não dizer sim tão facilmente, para enganar o outro, mas sermos sinceros e acabarmos nos rendendo à graça de Deus e à verdade que se faz nossa companheira.

Os que têm respostas prontas para tudo são os mais infelizes da terra e não chegam à razão de realidade alguma. O que define nossas vidas é a capacidade de buscar e penetrar as noites escuras com coragem. Peço sempre a Deus que, apesar da dor de não vê-lo em certos momentos, nunca permita que eu deixe de buscá-lo e me acomode na falsa certeza de tê-lo em minhas mãos como se fosse um pássaro cativo.

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