Horários de Missas

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Homilia Dominical › 06/09/2017

VIGÉSIMO TERCEIRO DOMINGO DO TEMPO COMUM – A

Pe. Valeriano dos Santos Costa – Capela da PUC-SP – 10 de setembro de 2017

Ez 33,7-9; Sl 94 (95); Rm 13,38-10; Mt 18, 15-20

 

SE ELE TE OUVIR, TU GANHARÁS O TEU IRMÃO

 

Ganhar um irmão para Cristo é uma questão decisiva, que influi na felicidade de quem evangeliza. Mas depende de quem esteja no primeiro plano no campo de realidade do evangelizador: o seu ego ou o outro. O egoísmo é o pior veneno. Hoje as ciências psicológicas oferecem terapias para tratamento. Então quando Jesus propôs a correção fraterna, ofereceu um caminho ético e uma chance de cura e salvação para a humanidade.

Segundo Zubiri, devemos tomar distância das realidades, mas sem sair delas, para mergulharmos nelas a fim de sabermos o que são realmente. Só aí podemos emitir juízos e afirmações mais profundos e verdadeiros. Pessoas que fazem afirmações sem tomar distância são muito imaturas e levianas. Tudo o que apreendem de forma primordial transformam em afirmações e juízos sem distanciamento. Causam enorme mal-estar e injustiças. É aqui que reina a fofoca, motivo de destruição e dor. Toda vez que nos dizem algo de alguém, devemos tomar distância e procurar saber se aquilo procede. Não devemos sair afirmando o que sequer sabemos se tem base.

E se constatarmos que se trata de uma verdade, então entra o processo de correção fraterna. A primeira instância é a própria pessoa e não terceiros, como acontece com a fofoca. Se a pessoa ouvir, teremos ganhado um irmão para Deus e para a comunidade. É realmente uma grande vitória, porque a pessoa se corrige e se torna agradecida. Resulta um amigo e um membro ativo da comunidade que se revigora.

Mas pode acontecer que a pessoa não aceite a correção e cause transtorno ainda maior, gerando mais sofrimento. É preciso não desistir, indo mais fundo no processo de correção. A conversa agora deve ser com testemunhas. É mais difícil, mas é preciso tentar. Se mediante testemunhas, quem está no erro se corrigir, teremos ganhado um irmão para Deus e para a comunidade.

Mas pode ocorrer que a pessoa ainda recalcitre, não aceitando a correção. Então o caso deve ser resolvido pela comunidade, enquanto Igreja. É a fase mais grave e constrangera, mas é preciso enfrentar. Pode-se perder um membro, mas se ganha uma comunidade, que cresce em fé e maturidade.

Em todo esse processo, Jesus realça o poder da oração comunitária, quando dois ou três rezam juntos na mesma intenção. A correção fraterna deve ser assistida pela oração, a fim de que tenha perseverança em suas fases e sucesso final.

Jesus deu o mais belo exemplo de correção fraterna, corrigindo diretamente a Pedro, quando, por egoísmo, propôs ao Mestre que se afastasse de Jerusalém para evitar a morte na Cruz. O Senhor o chamou-o de Satanás, porque não pensava como Deus e sim como o homem, que tem como razão da vida a autodefesa e não a autoentrega. O que Jesus veio propor é a revolução do amor.

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