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Notícias › 05/02/2018

Vocação: Uma descoberta que ultrapassa fronteiras

Testemunho da jovem Elisa Rossi Kemmer do Rio Grande do Sul que participou no fim de semana de convivência com as Irmãs Missionárias de Cristo no “Centro Missionário da Juventude Ir. Luísa” em Aparecida de Goiânia, Setor Vila Alzira, Goiás.

“Rabi, onde vives? Venham, e vocês verão.” (C. Jo 1, 38-39) Através desse tema, eu e mais três jovens refletimos nossa caminhada na Convivência Vocacional, que aconteceu de 19 a 21 de janeiro, em Vila Alzira. Foi um tempo de muita reflexão, oração e também de brincadeiras. Para mim, foram dias muito especiais e cheios de novidades, pois havia chegado há apenas alguns dias do Rio Grande do Sul para conhecer as Irmãs Missionárias de Cristo e refletir mais sobre aquilo que venho buscando.

Antes de vir, muitas pessoas me questionavam o porquê de viajar tão longe para conhecer mais uma congregação religiosa, mas eu sentia que precisava vir. Essa inquietação vocacional, quando se pensa em seguir a vida religiosa, é cheia de surpresas de nos faz caminhar por novos lugares. E foi um pouco sobre isso que conversamos nesses dias, além de aprofundar-se em seu próprio eu para, a partir dele, procurar sinais do chamado de Deus para descobrir qual caminho seguir.

As Irmãs Ana Soares Pinto, Gertrud Fokter, Katia Andrade e Rachel nos acompanharem durante esse tempo. O encontro começou com reflexões sobre o mundo em que vivemos, suas alegrias e mazelas. Cada jovem compartilhou um pouco de sua visão sobre o Planeta. Entre orações e conversas, as Irmãs foram compartilhando um pouco de suas histórias, do que é preciso para ser Irmã, a história das Missionárias de Cristo. Cada uma de nós também falou um pouco de si, tirou suas dúvidas e pode refletir sobre o que nos trouxe até aqui.

Em uma tarde, a Irmã Gertrud nos ensinou a fazer máscara de gesso. Depois, olhando para o nosso rosto em forma de gesso, fizemos uma reflexão sobre nós mesmas e nossa história pessoal, escrevendo uma carta para Deus para expressar o que estávamos sentindo em cada um de nossos corações. A convivência foi muito rica. Cada uma de nós, com sua visão de mundo, idades diferentes e estilos de vida diversos pudemos nos conhecer e trocar ideias, trazendo para a outra algo novo, além de, em conjunto, tentar descobrir para o quê Deus nos chama.

Conhecendo as Missionárias de Cristo

Samuel, na Bíblia, é chamado por Javé três vezes e só compreende o chamado e responde na quarta vez. Ele precisou da ajuda de um sacerdote para compreender que Deus falava com ele. Nosso caminho, muitas vezes, é assim. Deus nos chama e não conseguimos entender. Tentamos trilhar o caminho do nosso jeito, mas Deus não desiste e continua chamando e apontando para onde ir.

Eu senti o chamado de Deus na adolescência, talvez tenha tido sinais mais cedo sem conseguir compreender. Durante esse tempo fui tentando viver do jeito que eu acreditava que poderia encontrar aquilo que buscava. Assim, trabalhei, estudei, viajei, mas faltava algo em minha vida, queria viver de um jeito diferente. Quando estava terminando a faculdade conheci Irmãs de outra congregação. A partir das conversas, percebi que precisava atender esse apelo que estava em meu coração.

Quando terminei o curso, aos 23 anos, decidi entrar na congregação, porque eu queria saber como era, fazer a experiência. Durante o tempo que fiquei lá, aproximadamente um ano e meio, senti o chamado de Deus para a vida religiosa se intensificar, porém não me encontrava no carisma da congregação. Comecei a rezar para descobrir qual era o meu caminho.

Eu participava da Pastoral Carcerária e ouvia falar muito da Irmã Petra. Então um dia eu fui procurar qual era a sua comunidade e cheguei no site das Missionárias de Cristo. O que eu encontrei me tocou muito. Decidi entrar em contato para conhecer melhor as Irmãs. Logo a Irmã Getrud me respondeu e começamos a conversar. Aí surgiu o convite para conhecê-las. Sentindo também um sinal de Deus, eu aceitei. Em dezembro conheci as Irmãs que moram no Espírito Santo e esse mês vim para cá visitar e participar do encontro. Tem sido um tempo muito abençoado.

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