Horários de Missas

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Homilia Dominical › 03/02/2020

MISSA COM DIZIMISTAS

Pe. Valeriano dos Santos Costa – Capela da PUC-SP – 01 fevereiro de 2020
Pv 8,22-31 (p. 253 – Maria Sede da Sabedoria); Sl 125(126) – p. 285; J0 2, 1-11 (p. 274)

Encheu-se de sorriso nossa boca, nossos lábios de canções! Encheu-se de sorriso nossa boca, nossos lábios de canções!

Com estas palavras, tiradas do salmo, começo esta homilia, expressando a alegria de um semeador que celebra a colheita e participa na festa de Caná, sinal das bodas do Cordeiro. Este é um momento de ação de graças, depois de quase quatro anos de semeadura. Plagiando o salmo, eu diria: semeadura entre lágrimas, porque o Dízimo geralmente não é compreendido em ambiente católico. No entanto, o Dízimo é uma prioridade pastoral, destinado a sustentar a Missão do Reino, não permitindo que nos dispersemos em atividades que não falem diretamente de Jesus ou olhemos os sacramentos como fonte de renda. A imagem de Igreja em saída, mais do nunca, tem de unir-se à ideia do Dízimo
como caminho profético que sustenta a missão, como protagoniza o Documento de Aparecida. O Dízimo é o principal instrumento para o
incremento do movimento apostólico que os Atos chamam de Caminho.
Vivemos para Deus, celebrado nos tempos litúrgicos. Foi para isso, lembra Bento XVI, que Deus libertou o seu povo do Egito. É para a alegria do
Evangelho que nossas comunidades existem, lembra Francisco. A instituição do Dízimo entra na perspectiva cultual. Quando o Dízimo mantiver a Igreja, ela agirá com sabedoria e com o espírito lúdico da Sabedoria divina: Enquanto Deus criava, “eu estava ao seu lado como mestre-de-obras: eu era seu encanto, dia após dia, brincando, todo o tempo, em sua presença. Brincando na superfície da terra, e alegrando-me em estar com os filhos dos homens”.
Quatro anos sem nenhuma festa para manutenção paroquial. Apesar da dificuldade, vencemos com a graça de Deus e o crescimento do Dízimo. Então como dizia, hoje é dia de graças. Primeiramente gratidão a Deus, que nos deu Jesus Cristo e nele nos movemos, vivemos e somos, como disse Paulo no Areópago de Atenas. Gratidão a Maria, sede da Sabedoria. A Sabedoria é Jesus, mas sua sede é Maria, que ofereceu o ventre virginal e o seu colo maternal para acolher o Filho divino. Gratidão a cada dizimista que acreditou na força do Dízimo e no seu sentido eclesial, oferecendo parte do seu labor para a Igreja poder evangelizar. O chaveirinho “sou dizimista” é uma lembrança de um dever cumprido e um testemunho de que se a Igreja cresceu, você fez parte. Que Deus os abençoe e os valha nas horas mais difíceis. Disso tenho certeza, pois um discípulo do Senhor e devoto de Maria jamais clamou sem ser ouvido. De coração obrigado a todos os dizimistas.

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